terça-feira, 11 de julho de 2017

tudo (se) esvai por entre os meus dedos
palma da mão
mão furada
sem tato

engasgada pela força motriz da minha respiração
engulo em seco
em silêncio
a agonia e angústia

que é o quase
a incerteza
o sim e não:
escorregantes
e dançantes

até onde é ter
ser?


até onde não?

sábado, 10 de junho de 2017

tu
descobre meu corpo como um português
se sente dono, the only one
e não percebe o fato mais escancarado

antes
eu já conhecia
e era dona
de mim.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

às vezes não dá certo
e eu temo
que
          outras
       vezes
também (não)


tudo é pelo avesso do avesso
mais errado que o começo
nessa                 rabiscação
            gradual
que vai
por entre as curvas dos corpos
sem o freio
sem freio
de
mão.

domingo, 4 de junho de 2017

você
você simplesmente não tem a menor ideia da intensidade
                                [e impacto que tem sobre mim.
e não é só quando nossos corpos se chocam,
quando se sobrepõem e sobpõem
ou quando provo que Newton estava errado:
nós ocupamos o mesmo lugar no espaço (e tempo).
mas sim quando meu coração sai pela boca,
quando me sinto um antílope:
angustiada,
desesperada,
sem controle,
pronta para o abate.
e, ainda, quando leio algo
durante as aulas de poesia e sinto,
subitamente,
uma epifania,
um quente (ou frio) invadir minhas correntes sanguíneas.
da (minha) cabeça aos (teus) pés.
você não tem a menor ideia
e eu me engano a crer que eu também não.



sexta-feira, 12 de maio de 2017

produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzir produzri produzir porduzir pordzuir pdrouzir pduziror puzirodr zirprodu pudrozir duzirpro duprozir ropduzir dopruzir rizupro 


o caos:
desordem
pela
repetição

me fadiga
antes que eu sequer diga
me fadiga