quarta-feira, 26 de abril de 2017

me deixo ser invadida pelos teus olhos
cheiro
voz
língua
toque

ando sem sentido
procurando tua silhueta a cada doze minutos
ou passos
sem traços deixados

esbarro em ninguém
em mim
meu próprio pé ou algo assim
e encontro o embaralhar do mundo
que é tua existência desde as pontas dos teus pés
ao último fio de cabelo
no segundo em que te vejo
e torno a minha poesia, crônica
numa tentativa desenfreada de tornar isso real.

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